terça-feira, 1 de abril de 2014

Algumas reflexões de uma mãe sobre o medo

Medo. Palavra pequenina que tem um grande poder. Poder de fazer com que algo grande não aconteça, mas que também pode ser a mola propulsora para que este algo grande aconteça!

O medo tem vantagens e desvantagens. É sadio mas também é maléfico. Como então entender este sentimento e aplicá-lo de forma correta?

Para muitas mães - especialmente para as que saíram de seus empregos - empreender é uma tarefa muito, muito árdua e desafiadora. É comum sentir medo quando estamos diante de algo novo e que põe em risco uma certa "estabilidade" já alcançada com o emprego. Vários questionamentos surgem. 
"Será que vai dar certo?" 
"Será que sou capaz?" 
"Como vou pagar as contas?"
"Será que meu produto vai sair?"
"Vou conseguir produzir tudo o que me proponho?"
"Onde vou me capacitar?"
"Vou me arrepender?"



Enfim, as perguntas, dúvidas e anseios são muitos e infindáveis. Isso porque nossa vida após ter filho(s) não é mais a mesma. Não podemos simplesmente resolver voltar ao trabalho de uma hora para outra, caso o negócio não dê certo. Não é fácil, com filho(s), estudar e trabalhar. A tarefa de ser mãe, filha, esposa, dona de casa etc já somam peso demais em nossas costas. Empreender é apenas mais um obstáculo que precisamos encarar como solução.

Como mãe de primeira viagem, inquieta por natureza e que aprendeu a ser independente vendo o exemplo da mãe após o divórcio, confesso que a ideia de ser mãe e ficar em casa é assustadora. Muitos falam que é maluquice sair do emprego, que as babás podem tomar conta de nosso(s) filho(s), mandam colocar na creche, dizem que não vai dar certo etc. E, com todo esse "apoio", a gente acaba desistindo de um desafio que pode ser nossa tábua de salvação.

O medo, neste caso, pode te impedir de empreender, de ficar junto de sua(s) cria(s), de investir tempo em sua família e na criação do(s) pequeno(s), de trabalhar com o que realmente gosta, de se descobrir e se redescobrir, de se sentir plena e realizada. Por isso que, neste caso, o medo é maléfico por demais.

Por outro lado, o medo pode te impelir a buscar seus objetivos e sonhos. O medo de que, em sua ausência, o(s) filho(s) não seja(m) bem criado(s) por uma babá, de que terá pouquíssimo tempo para dar atenção e acompanhar o desenvolvimento dele(s), de que no futuro ele(s) pense(m) que você priorizou uma carreira a ele(s) e mais um mundaréu de apreensões.

Porém, com este medo, você será impelida a se capacitar mais, se dedicar mais e buscar alternativas e estratégias que façam seu negócio ser criado e crescer! Lógico que no início pode ser um pouco mais complicado, um pouco mais lento. Porém, acho que você, mãe, deve acreditar em seu potencial, em seus sonhos, em sua capacidade transformadora e realizadora. Acredito, sim, que ser mãe nos dá forças de onde não imaginávamos que existia dentro de nós. Acredito, ainda mais, que com essa força podemos criar filhos melhores para o mundo, consolidar uma família centrada e unida, satisfazer nossos anseios de artesãs ou de profissionais home office.



Acredito que podemos sim e que vamos conseguir realizar esse sonho de ser mãe plenamente, colaborando no sustento da casa, construindo um lar feliz e completo. As demais coisas virão, após cada tijolinho colocado. Eu acredito nisso. E você?

- Não perca a próxima matéria que vai falar sobre como lidar com alguns medos de empreender. Continue com a gente :)

Nenhum comentário:

Postar um comentário