sexta-feira, 25 de abril de 2014

Empreendedorismo materno: uma realidade cada vez mais presente

Você sabia que atualmente há cerca de 7 milhões de mulheres com seu próprio negócio no país? E que desse total, 70% têm filhos? Esses são dados do Sebrae, que indica ainda um aumento de 21,4% no número de mulheres empreendedoras do que há dez anos. Umas são demitidas após o término da estabilidade da licença, outras decidem transformar um dom eu um negócio e há ainda as que mudam de carreira para ter horários mais flexíveis. Mas todas são movidas pela mesma vontade: ter maior tempo para se dedicar às crias.

Nos Estados Unidos essa realidade é mais sólida e existe até um termo específico para designá-las: mompreneurs, que une mom (mãe) e entrepreneurs (empreendedor). 

A popularização da Internet é um dos fatores apontados como alavanca para os pequenos empreendimentos serem uma realidade mais paupável. 

Geralmente as mães são impelidas pelo desejo de ficar em casa e começam a divulgar, entre os amigos mesmo, seus serviços e produtos. Criam páginas em redes sociais, blogs, sites etc. Com o aumento da procura, vem a busca pela profissionalização: criam uma marca, investem no design dessa e até buscam cursos para se aprimorar e gerir melhor as finanças.

Em entrevista ao site BBC Brasil, a consultora Michelle Prazeres, que também mudou de área de atuação após o nascimento do filho, chama a atenção para um ponto importante: o negócio não sobreviverá apenas de amor. É necessário buscar orientação e qualificação. 

Por que uma rede de apoio ao empreendedorismo materno pode ser tão importante?

Entre uma mãe empreendedora e uma mulher empreendedora existe uma diferença enorme: um (ou mais) filho(s). As mães empreendedoras buscam um lugar onde elas se identifiquem com as pessoas presentes. Um lugar onde ninguém vai te olhar esquisito se o seu bebê chorar durante uma palestra. Uma mãe empreendedora geralmente tem perfil e objetivos muito diferentes de uma mulher sem filhos e precisa de conteúdo mais prático e direcionado à sua realidade. Na mesma entrevista, Patrícia Travassos, coautora do livro Minha mãe é um negócio, afirmou que "uma das principais diferenças diz respeito à ideia de realização e sucesso, que se traduz muitas vezes em qualidade de vida e não apenas em lucro". Como traz a americana Jennie Wong: uma mãe empreendedora pode determinar o tamanho do seu sonho (autora do livro Ask the Mompreneur:Small Business Advice on Starting and Growing Your Own Company).

Contudo, engana-se quem acredita que ser mãe empreendedora é trabalhar pouco. A maioria delas trabalha mais do que quando era empregada, muitas em horários alternativos, como trabalhar de madrugada pra ficar de dia com a cria, mas é consenso que faz toda a diferença a flexibilidade no horário, poder acompanhar o desenvolvimento da criança, estar presente na doença por tempo integral sem se preocupar com o chefe, almoçar junto etc. 

Confira os principais erros das mães empreendedoras, de acordo com o site BBC Brasil:







Fonte: Site BBC Brasil





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