Escrito originalmente por Fábio Borges
Método "O cliente adorou" - Há muito tempo eu venho tentando encontrar uma forma de simplificar meu processo criativo de forma que fique duplicável, assim seria possível multiplicar a qualidade que busca nos meus trabalhos melhorando a capacidade técnica e criativa também da minha equipe. E agora, depois de conseguir sistematizar a forma como faço a criação das marcas que crio, resolvi compartilhar o método que chamo de “O cliente adorou”. Antes de contar o método, vou explicar o porquê do nome… Tava procurando uma forma legal de nomear meu método, aí lembrei da moda dos pratos da Turquia na novela Salve Jorge (o sultão desmaiou, o sultão capotou, o sultão babou… rs) daí resolvi trocar o sultão pelo Cliente, afinal pra quem trabalha com criação, é ele quem decide se está aprovado ou corta nossa cabeça…
Sempre que eu vou criar uma marca a primeira coisa que faço é trocar uma ideia com minha equipe, amigos, familiares, o porteiro, a vizinha, ou seja, qualquer um que consiga pronunciar uma palavra num bate-bola jogo rápido. A ideia é ser bombardeado por uma série de palavras relacionadas ao meu objetivo, ou seja, a marca. Não importa se a ideia é boa ou ruim, certa ou errada, a intenção aqui é apenas oxigenar o cérebro e ter uma série de palavras relacionadas que irão despertar o processo criativo. Listadas estas palavras eu passo para o próximo passo.
Costumo dizer que 95% do tempo nós passamos inspirando, ou seja, essa é uma das fases mais importantes do processo criativo. O objetivo é deixar a mente trabalhar, absorver informações. Buscar sites, revistas, impressos de todo tipo, materiais que irão servir de base para a minha criação. Veja bem, não estou dizendo que vou copiar alguém, nada disso, apenas vou atrás de elementos que possam significar algo para o meu público ou a marca que estou criando. Uma das formas mais fáceis de encontrar inspiração para logos é digitar no google: logo inspiration.
Seguindo o processo, o próximo passo é fazer a peneira em algumas fontes que conseguem traduzir melhor o que quero fazer e, para isso, é necessário um pouco de conhecimento da história das fontes, seus estilos, significados e percepção do leitor. Como é uma abordagem mais aprofundada, farei em um post específico sobre fonte. Em todo caso, se não quiser errar, utilize fontes como arial, futura ou helvética, a probabilidade de fazer feio é mínima. Os dois principais sites de fontes grátis que uso e recomendo são: www.dafont.com e www.netfontes.com.br Quanto aos símbolos é importante verificar aquilo que já foi utilizado para não correr o risco de fazer algo igual ao que já existe. Utilizo aquela lista de palavras do passo 01 para poder nortear minha pesquisa. Seleciono imagens interessantes e que podem servir para algo mais pra frente. E sempre procuro ser simples e autêntico, isto é, procuro fazer algo diferente do que já existe, mas sem rebuscar de mais.
Selecionadas algumas fontes e símbolos que podem ser aproveitados, chegou a hora de combinar e equilibrar os elementos, colocar a mão na massa. Neste momento o teste funciona muito. Eu combino, brinco com a posição, com as cores, com a fonte. Troco símbolos, faço comparações, testo, testo, testo, testo. Ao final normalmente tenho no mínimo três combinações que mais me agradam. Eu raramente fico com a primeira composição, afinal, a tendência é melhorar a medida que vamos testando.
Chegou a hora de descobrir qual marca vai agradar mais o público-alvo. Sabe como? PESQUISA. Seleciono parte do público que deverá ser atingido pela logo e pesquiso a resposta percebida com cada logo. Esse processo muitas vezes tende a ser deixado de lado devido ao tempo e urgência do trabalho. Mas o ideal é que sempre ocorra.
Escolhida a marca e aprovada, é hora de finalizar corrigindo detalhes que por ventura passaram. É bom também deixar a marca preparada para o manual de aplicação, se for o caso. Esse é o processo que sigo e tem dado certo comigo. Em 93% dos casos o empresário aprova a marca por um simples motivo, mostro pra ele que o cliente dele respondeu muito bem à logo. E se ele não aprovar, serão necessários apenas pequenos ajustes… Espero que tenha clareado sua mente e lhe ajude a colocar em prática suas ideias. Que o papel em branco não seja mais um bicho de sete cabeças para você. Gostou do assunto? Clareou alguma coisa? Quer saber mais? Deixe um comentário abaixo, vamos trocar uma ideia. Aproveita também e compartilha com seus amigos.






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